• Mayra de Souza Pasin

Conheça 15 causas para queda de Cabelo

Atualizado: Abr 3


Diariamente, uma pessoa perde 120 fios de cabelo dos aproximadamente 150 000 que tem no couro cabeludo. Achar cabelo no ralo do banheiro ou na escova é normal, já que o folículo sofre um trauma nessas ocasiões e se rompe. Quando a pessoa nota um volume de fios anormal no travesseiro, no chão da casa ou na mesa de trabalho, é preciso investigar o motivo com a ajuda de um médico. “Todo mundo tem alguma perda de cabelo depois dos 50 anos, aproximadamente. Se o problema se manifestar antes disso, é um sintoma de que algo anormal está acontecendo no corpo”, diz o dermatologista Francisco Le Voci, do Hospital Albert Einstein.

Segundo dados da Associação Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar, a queda de cabelo acomete cerca de 25% das brasileiras entre 35 e 40 anos e 50% daquelas com mais de 40 anos. No caso dos homens, 40% sofrem com isso antes dos 35 anos.

O ciclo de vida de um fio é dividido em três fases: anágeno, catágeno e telógeno. A primeira corresponde ao crescimento ativo e dura de três a seis anos – por mês, o fio cresce, em média, 1,2 centímetro. Já a segunda, que é quando o cabelo para de crescer, pode levar até dois anos. A última etapa, de cerca de três meses, se refere ao período em que o fio está velho e fraco, o que resulta na sua queda e no crescimento de outro em seu lugar.

Alguns dos motivos que podem provocar uma queda anormal dos fios:


  • 1. Alterações hormonais:

Qualquer deficiência hormonal pode resultar na queda de cabelo. Problemas em glândulas endócrinas como tireoide, suprarrenal e hipófise desregulam o organismo e atrapalham a chegada dos nutrientes aos folículos capilares. "Quando o perfil hormonal do indivíduo é, por alguma razão, defeituoso na qualidade ou na quantidade, o corpo reagirá deixando de fazer o que considera desnecessário. Isso inclui o crescimento do cabelo", explica o dermatologista Valcinir Bedin, presidente da Sociedade Brasileira do Cabelo.
Outra alteração hormonal acontece no período menstrual. Além dos hormônios estarem com suas quantidades modificadas, há uma pequena deficiência do ferro, mineral importante para a saúde dos fios. "Para esses casos, é importante seguir uma dieta rica em ferro, presente nas carnes vermelhas, no feijão e nos vegetais verde-escuros", diz Bedin.

  • 2. Dietas rígidas:

Quando se segue um cardápio com deficiência de alguma vitamina (como as do complexo B ou a C), carboidrato, proteína ou mineral (como o zinco e o ferro), há uma queda acentuada de cabelo. Para o fio nascer, o folículo demanda uma grande quantidade de minerais, principalmente o ferro. Em dietas rígidas, a falta dos nutrientes pode causar a fragilidade do fio e até a sua queda.


  • 3. Secador e chapinha:

Pessoas que têm fragilidade no cabelo podem sofrer uma piora acentuada com o uso excessivo de secadores e chapinhas. "Depois do banho, algumas partículas de água entram no fio. O contato com o calor leva à formação de bolhas de ar dentro do cabelo, favorecendo a queda”, diz Valcinir Bedin. A recomendação é usar a chapinha ocasionalmente e, no caso do secador, manter o aparelho a 30 centímetros de distância da cabeça, na temperatura morna.









  • 4. Anemia:

A deficiência do ferro, mineral presente na hemoglobina e importante para a produção de glóbulos vermelhos, ambos responsáveis pelo transporte de oxigênio no sangue, pode ser causada por fatores como desregulação hormonal, inflamações, infecções e carência nutricional. Na falta desse mineral, há falta de ar, mal-estar, dor de cabeça, fraqueza, cansaço e queda de cabelo. A perda ocorre porque a anemia compromete a produção de fios e fragiliza os já existentes, por falta de oxigenação no bulbo capilar. Como o cabelo é, substancialmente, formado de proteína, depende do bom funcionamento da hemoglobina.

  • 5. Penteados:

O rabo de cavalo e outros penteados que tencionam o cabelo promovem quebra do fio e inflamação no folículo capilar, que induzem a queda. Esse hábito pode causar uma alopecia por tração, quando ocorrem falhas no cabelo pela força exagerada empregada para puxar os frios. Para quem não quer deixar os penteados de lado, o ideal é não prender o cabelo enquanto eles estiverem molhados e não deixá-los tensionados por longos períodos.


  • 6. Doenças Virais e Bacterianas:

Com o corpo mobilizado para enfrentar algum tipo de vírus, como o da gripe e o resfriado, ou uma bactéria, como a responsável pela amigdalite, o cabelo se fragiliza. "A deficiência de nutrientes, que estão voltados para o combate à doença, faz o ciclo do cabelo perder a força na fase do crescimento", diz o dermatologista Francisco Le Voci, do Hospital Albert Einstein.

  • 7. Stress Metabólico:

O stress faz com que o corpo utilize mais energia que o usual, o que pode afetar a produção dos fios. "Os nutrientes necessários para a fabricação de cabelo estão sendo consumidos para gerar energia. Nessa situação, o organismo inteiro perde uma grande quantidade de vitaminas e minerais”, diz o dermatologista Valcinir Bedin. Além disso, o stress faz com que o organismo produza mais cortisol, hormônio que desacelera a divisão celular na raiz. A queda pode chegar de metade a três quartos do total de fios.

  • 8. Falta de vitaminas:

As vitaminas do complexo B são as principais responsáveis por um cabelo considerável saudável. Elas não são produzidas pelo organismo, mas sim oriundas de alimentos como carne, ovo, leite e vegetais de folhas verde-escuras. Essas vitaminas são importantes para o funcionamento correto do metabolismo celular, responsável pela divisão das células e, assim, pelo crescimento do cabelo. "As vitaminas do complexo B podem ser consideradas as mais importantes para a saúde dos fios", diz Bedin.


  • 9. Hereditariedade:

Os homens são os mais atingidos pela chamada alopecia androgenética, a calvície ligada a fatores hereditários. O risco dessa herança genética perpetuar de pai para filho é de 15%. Essa calvície é identificada quando há falhas nas laterais da testa e na parte superior da cabeça. Dos 18 aos 25 anos já é possível notar uma queda acentuada de cabelo naqueles que possuem o par de genes responsáveis pela calvície.

  • 10. Antidepressivos:

Remédios como anti-hipertensivos, antibióticos e anabolizantes fragilizam o cabelo. Mas os mais agressivos à saúde capilar são os antidepressivos. Esses medicamentos atuam diretamente no sistema nervoso e na divisão celular. Esse processo interrompe o ciclo normal de vida do cabelo e o torna mais sensível e predisposto à queda. O ideal, nesse caso, é conversar com o médico para regular a dose ou trocar por outra substância que não interfira no bulbo capilar.

  • 11.pós parto:


O chamado eflúvio telógeno pós-parto pode ocorrer de três a quatro meses depois do parto. Nessa fase, os hormônios estão em fase de readequação — já que na gravidez a mulher tem um baixo nível de hormônios masculinos, responsáveis pela queda de cabelo, e uma grande quantidade de estrogênio e progesterona, que estimulam o crescimento dos fios. Logo que os chamados andrógenos, os hormônios masculinos, voltam em maior quantidade ao organismo, é clara a queda de cabelo. As divisões celulares se interrompem e, após alguns meses, os fios caem. "Essa situação pode durar alguns meses, até que os hormônios voltem ao normal", explica Le Voci.

  • 12. Envelhecimento:

É inevitável: com a chegada da idade, vem a queda de cabelo. "A partir dos cinquenta anos, o couro cabeludo fica menos espesso. Isso prejudica as glândulas sebáceas e sudoríparas, assim como a circulação na região, dificultando a chegada de nutrientes para a produção do fio", diz Bedin. Assim, os fios sofrem um afinamento e, depois, a queda.

  • 13. Tabagismo:

Além de causar problemas no pulmão, no sistema circulatório e até no osso, o fumo pode levar à queda de cabelo. "O tabagismo leva a uma baixa oferta de nutrientes para os fios, devido à diminuição da irrigação do couro cabeludo", afirma Bedin.

  • 14. Produtos Químicos:

A escova progressiva é um dos tratamentos químicos considerados mais agressivos ao cabelo. O contato do couro cabeludo com ativos proibidos, como concentrações elevadas de formol e glutaraldeído, promove inflamações e, assim, queda dos fios. Além de respeitar os limites impostos por agências reguladoras como a Anvisa, o ideal é dar um intervalo de três a quatro meses entre um procedimento e outro. "Xampus com agentes que prometem alisar o cabelo podem causar o mesmo efeito. A única função do xampu deve ser a de higienizar os cabelos", diz Le Voci.

  • 15. Doença Autoimune:

A alopecia areata é uma doença autoimune de causas desconhecidas na qual o sistema imunológico destrói tecidos saudáveis do organismo. De repente, uma área arredondada inteira do couro fica completamente careca. A doença é mais comum em jovens — 60% das vítimas têm menos de 20 anos. Seu tratamento inclui cremes e injeções de corticoides no local afetado.


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